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PATRIMÓNIO E FRONTEIRA

Congresso Internacional

8 e 9 novembro de 2018
Información

O Consello da Cultura Galega (CCG), como observador consultivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tem entre as suas funções promover e difundir o idioma comum dos países integrantes da CPLP e sua diversidade cultural num espaço extracomunitário como é a Galiza, com que comparte, além disso, uma fronteira em comum. É neste âmbito que nasce o congresso “Património e Fronteira”, no qual pretendemos refletir sobre patrimónios que são comuns para nós.


O objetivo do congresso é, por um lado, debater acerca dos conceitos de fronteira e património e como estes se misturam nos espaços raianos, atravessando-os e constituindo um espaço de intercâmbio, de criação de identidade e de novas realidades patrimoniais. Mas também de patrimónios que unem e separam em função das nossas realidades político-económico-culturais. Vamos tentar também refletir sobre os modelos de gestão patrimoniais apropriados a este tipo de património.


O congresso está estruturado em torno de três mesas de debate:


FRONTEIRAS QUE UNEM: Na primeira mesa analisaremos o conceito de fronteira como espaço de união no qual têm lugar processos culturais concretos que se materializam em patrimónios específicos. Numa primeira parte tratar-se-ão as políticas patrimoniais portuguesa e galega, fazendo finca-pé na sua aplicação concreta a esses territórios fronteiriços. Na segunda parte analisar-se-ão dois projetos centrados nos patrimónios de fronteira. O património de fronteira entende-se nesta mesa como elemento transmissor de culturas no passado e no presente, mas também como eixo da geração de políticas patrimoniais que atuem de forma conjunta na raia. O debate final centrar-se-á nos processos de significação, gestão e valorização do património de fronteira.


FRONTEIRAS QUE AFASTAM: Na segunda mesa o fio condutor será a fortificação na fronteira em consequência da Guerra da Restauração; analisar-se-á a sua materialidade através de vários projetos levados a cabo nesta linha temática e as suas consequências para ambos os dois lados da raia tanto nas próprias identidades como na sua valorização. Trataremos também a própria geração das fronteiras através da cartografia. O debate final pretende fazer finca-pé nos acertos e erros da valorização deste património a partir das próprias experiências desenvolvidas.


CONSTRUINDO FRONTEIRAS, DESCONSTRUINDO REALIDADES: Na última mesa pretendemos fechar o congresso com uma reflexão em torno dos conceitos de fronteira e património, analisando as fronteiras como processo construtivo e a necessidade de atuar sobre os patrimónios desde políticas comuns que, precisamente, rompam as fronteiras como conceito administrativo, através de duas conferências que fecham o congresso.

Ficha técnica
PATRIMÓNIO E FRONTEIRA
PATRIMÓNIO E FRONTEIRA
Congreso. 8 e 9 novembro de 2018
Coordinación
Rebeca Blanco Rotea
Relator/a
Miguel Areosa Rodrigues
Rebeca Blanco Rotea
Fernando  Bouza Álvarez
Felipe Criado Boado
Luís Fontes
Iago Lestegás Tizón
Margarida de Magalhães Ramallo
Luís Moreira
Iago Seara Morales
Colabora
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Universidade do Minho
Universidade do Minho

Organiza
Sección de Patrimonio e Bens Culturais (CCG)

LUGAR
Consello da Cultura Galega
Pazo de Raxoi, 2º andar
Praza do Obradoiro, s/n 
15705 Santiago de Compostela
Tel.: 981 957 202 / Fax: 981 957 205