Fondo de Valentín Paz-Andrade

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Fondo de Valentín Paz-Andrade

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12 epístolas
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Data Remitente - Destinatario Orixe Destino [ O. ] [ T. ]
Data Remitente - Destinatario Orixe Destino [ O. ] [ T. ]
1932-10-19
Carta de Carballo Calero a Paz Andrade. 1932
Ferrol
Orixinal Transcrición

Transcripción da Carta de Carballo Calero a Paz Andrade. 1932 en 19/10/1932

Ferrol, 19-X-32

Sr. D. Valentín Paz Andrade


Querido irmán:

Ignoro si obran no teu poder dúas cartas do Grupo Ferrolán do Partido, solicitando de ti a mercede de un mitin n-esta vila. O certo é que nin tí contestaches a esa petición nin Pontevedra â notificación oficial de constitución do Grupo.
Espero que de esta vez te molestarás en escribir dicindo cando pode ser eso, e con qué oradores podemos contar. Non pode faltar Picallo. Por min, que veñan os tres diputados. E de saber que falaría eu, e outro de eiquí faría a presentación. Creo que nos debedes proporcionar non menos de tres oradores. Castelao caería moi ben. O outro podes ser tí mesmo, ou Bóveda, ou quen querades.
Decatádevos do intrés que ofrece a conquista de Ferrol, colonia castrense de Castela, ulster e Gibraltar galego, quinto reino de Andalucía, etc, etc, etc. Xa veríades que o Grupo se move, pero apenas hai máis orador que eu, e diñeiro ningún. Non nos esquezades, ou nos pasaremos a Álvaro.
Ocurre que eu fun n-outrora Director de Prensa da FUE, pol-o cal facía «Scholarum». Dende entón, o Pueblo Gallego envíaseme gratuitamente. Pero como agora estóu en Ferrol, non o recibo, e o recibe a miña ex-patrona de Santiago, o que non é xusto. Rógoche que fagas a oportuna xestión pra que, si se empeñan en mandarmo, mo manden a Ferrol, Sinforiano López, 183,3º, e non a Santiago, Troya, 10 baixo; antre outras razóns porque en Troya non podo recibilo.
Espero que me responderás axiña, ante a ameaza de escisión. Escríboche ô Pueblo porque da túa direición somente lembro a verba «Urzáiz». Apertas.

R. Carballo Calero

1932-11-01
Carta de Paz Andrade a Carballo Calero. 1932
Vigo
Ferrol
Orixinal Transcrición

Transcripción da Carta de Paz Andrade a Carballo Calero. 1932 en 01/11/1932

[Vigo], 1 novembre 1932


Sr. Don Ricardo Carballo Calero
Ferrol

Querido Ricardo:

Ainda hoxe me foi entregada a tua carta do 19 derradeiro, dirixida a-o Pueblo. Das outras cartas non sei, pois é a primeira que recibo d-ese Grupo, despois das que teño escrito a Valerio, en resposta a outras d-él.
Da Segredaría de Propaganda encarregouse de novo Núñez Búa, a-o que trasladaréi a tua petición. Mellor será que indiquedes xa o día, e posto que vides desenrolando unha laboura dinámica, podedes orgaizar otro pol-a tarde n-un pobo perto d-esa vila. Dende logo conven que vaian a-o mitin Picallo e Castelao, e cecais Bóveda. Eu iréi na segunda tanda, pra outro que se orgaice.
Felicítovos cordialmente por esa actividade. Non agardabamos tanto, os que do Ferrol tiñamos conocimento antigo e certo. Adiante, pois.
Farei mañán a xestión que encargas pra a adeministración do Pueblo.
Lembranzas a todol-os irmáns d-ese puxante agrupamento e ti recibe unha forte aperta do teu sempre amigo e compañeiro


[V. Paz-Andrade]

1962-01-00
Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1962
São Paulo
Orixinal Transcrición

Transcripción da Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1962 en 00/01/1962

São Paulo, 22 janeiro de 1962


Ao meu estremecido Amigo Valentín, que é, no meu pensamento e no meu coração, a doce presença da Galiza, «nossa» pátria –acusando e agradecendo o seu lindo cartão, estou levando os meus votos melhores para o Ano Novo de felicidade plena, junto sempre a todos quantos lhe são caros.

Guilherme

1962-01-06
Carta de Carballo Calero a Paz Andrade. 1962
Lugo
Vigo
Orixinal Transcrición

Transcripción da Carta de Carballo Calero a Paz Andrade. 1962 en 06/01/1962

Lugo, 6 xaneiro 1962

Sr. D. Valentín Paz Andrade
Vigo


Meu querido e vello amigo:

Non estranarás que, isolado como vivo, tardara en chegar a min a noticia do accidente que sofriches. Onte soupen de ti por quen te viu, e admiróu a tua resistencia física e moral perante a adversidade. As noticias que me dan son tranquilizadoras, pois pronostican unha rápida e total recuperación, malia a importancia das feridas. É o meu desexo que o prazo que te afasta da normalización completa da túa vida se acorte todo o posible.
Namentras, se en algo estimas o testemoio dunha antiga irmandade, non será ocioso que seipas que recibín con emoción a nova do teu accidente, e con ledicia a de que superarás enteiramente ise contratempo.
Unha forte aperta.

R. Carballo Calero

1965-01-00
Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1965
São Paulo
Orixinal Transcrición

Transcripción da Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1965 en 00/01/1965

São Paulo, janeiro 1965

Mensageiro de muita saudade e muito bem-querer, vai este pedacinho de São Paulo levar à casa de um amigo, de volta, uma gota de sangue exilado no coração de um poeta, para significar ao amigo, no pórtico do Ano Novo do senhor, de 1965, o voto mui ardente que faz pela felicidade de todos os que lhe são caros, e de tudo o que lhe é doce almejar.

Guilherme

1966-01-00
Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1966
São Paulo
Orixinal Transcrición

Transcripción da Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1966 en 00/01/1966

[Janeiro 1966]

A minha tão grande saudade, o meu constante pensamento amigo aí lhe vão levar o voto melhor para o Ano do Senhor de 1966.
E, com isso, pedir noticias do amigo querido.
Um abraço de muito bem-querer de

Guilherme

1967-10-20
Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1967
São Paulo
Orixinal Transcrición

Transcripción da Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1967 en 20/10/1967

São Paulo, 20 de outubro de 1967

Caríssimo amigo Valentín:

Perdoe-me a demora na resposta à sua generosa carta de 1º de setembro. É que diversos impecilhos (uma terrível gripe foi o principal) não me permitiram lucidez bastante para apreciação do seu magnífico livro. Devorei-o com gula. Um García Lorca atualizado? Não sei. Sua poesia é sua mesmo: é a que eu escreveria se fosse o poeta e o galeciano puro que é você.
Tal livro não precisa de «Prefácio». Mas como não saberia eu nunca deixar de servir a você, imaginei essa carta, que é sincera, sentida ao longo da leitura da sua «Eira dos sonos». Se você julgar que ela merece aparecer à entrada do seu livro, será uma glorificação que lhe ficarei devendo. Vai ela em papel meu, pessoal, de sorte que, gravada em fotocópia, suponho que seria menos desinteressante.
Diga-me qualquer coisa a respeito. Suas órdens me serão sempre bemvindas.
Muito seu, de espírito e coração.



Guilherme




São Paulo, 20 de outubro de 1967


Valentín, meu Poeta:


A órdem que você me dá de prefaciar o seu esplendido Eira dos Sonos é a única que não a deveria dar você, nem a poderia eu obedecer. Por que? Sua poesia é sangue: nosso sangue, um mesmo sangue, da matricial Galiza aos filiais Portugal e Brasil ritmadamente fluido. Sínto-a em mim, palpitante mas intangível, assim como ao infante não seria possível tomar êle próprio o pulso ao seu cordão umbelical.
Foi daquêle meu Vigo de 1933 –de onde vi você trovar e vi Colmeiro lavrar- que me veio a veia alimentícia dêsse sangue: dêsse Vigo onde teve a sua côrte Dom Denis, Rei Trovador e Rei Lavrador. E, pois, terra de trovas e lavras, é a Galiza, assim, uma autenticidade histórica: êsse «matriarcado, arquivo da essência de uma raça», que marca, fundo, da primeira á última página, todo este seu lúcido livro, Valentín: êsse livro que é seu e é meu também, muito de meu sangue também. Deixe-me...
... deixe-me que lhe conte, amigo. Faz trinta e quatro anos que, estando eu em Santiago de Compostela, visitando a Catedral, aí descobri, na Capela do Santíssimo, creio eu, um vitral ofertado por uma dama cujo nome de família era «Andrade». Ora, eu também sou Andrade, do lado materno: descendente de um daquêles cinco cavaleiros que passaram à Espanha, à guerra dos Mouros, com o conde Dom Mendo, e foi seu solar a Vila de Andrade, no Reino da Galiza.
Somos irmãos, Paz-Andrade. Sou, portanto, suspeito para dizer desta sua forte, livre, lúcida, sadia, pura, bela poesia, na qual escuto, com você, «os querendosos chamamentos do lar»; beijo a paterna mão do lavrador cujos «dedos» abrem como cinco chaves as entranhas da terra desde Adão»; escuto também o plim-plim das «vozes unissílabas da pedra» que o canteiro juntou «ao pentagrama mágico do Mundo»; acompanho, na fimbria marítima, «a fenda que vai no céu abrindo o cutelo do lôna dos veleiros»; saudei os «bem-chegados ao porto, marinheiros, a cavalo nas ondas», sob o tutelar tatalar do «verde vento pela leira e vento azul pelo mar, panos da nossa bandeira»...
Valentín Paz-Andrade: Aqui tem você, nesta carta, o meu comovido «ex-voto» pela graça que recebo da sua milagrosa Poesia.



Guilherme

1967-12-28
Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1967
São Paulo
Orixinal Transcrición

Transcripción da Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1967 en 28/12/1967

São Paulo, 28 de Dezembro de 1967


Valentin, caríssimo:

Estou aturdido! Imagine que somente hoje me vem às mãos a sua carta de 28 de outubro! Importantíssima para ambos nós pelas providências de urgência que ela me pedia e que de mim dependiam, referentes ao seu esperadíssimo livro. Imagine, amigo querido, que o empregadinho do meu escritório, ao recebê-la, na minha ausência, colocou-a dentro de um livro que ocasionalmente a acompanhava: livro esse que sô hoje abri. Estou envergonhadíssimo e no entanto sem culpa...
Vejamos, entanto, o que podemos fazer. Desisto da idéia de reprodução em foto-cópia daquela minha missiva. Isso, principalmente porque não tenho cópia desse original, que bati diretamente da minha Remington, sem papel carbono. A única maneira de remediarmos o caso é o seguinte: composição tipográfica da qual você me mandará, com urgência provas para minha revisão, que farei no mesmo dia da recepção, devolvendo-as devidamente revistas e alterado o tratamento de «você» para «tu», se achar você necessário. Junto a esta, em papeleta à parte, a minha assinatura usual e oficial, com data: em tinta negra (Nankim) para cliché que fechará a página co meu modestíssimo prefácio. Concorda? Em caso afirmativo...
... receba, no meu abraço de fim-de-ano, os votos melhores para 1968, e mande-me para a minha falta sem «mea culpa» a sua absolvição amiga.
Seu, «ex toto corde»



Guilherme


N.B.: Remeta-me a sua resposta, não para o meu escritório, mas para a minha casa: Rua Macapá, 187 - São Paulo, ZP 5.

1968-01-07
Carta de Paz Andrade a Guilherme Almeida. 1968
São Paulo
Orixinal Transcrición

Transcripción da Carta de Paz Andrade a Guilherme Almeida. 1968 en 07/01/1968

7/1/1968


Sr.D. Guilherme de Almeida
Príncipe dos Poetas
Rua Macapá, 187
São Paulo, ZP 5



Querido Guilherme:

Non hai culpa de ninguén. A todos nós cousas semellantes están a pasar as veces. Ademáis, o libro non retrasou a sahida pol-a traição d-outro libro. Onde mellor podía esta acochada a carta na ausencia do destinatario? Eu atribuía a traição ao correio...
Do 4 ao 20 de decembre tamén eu estuven ausente. Tuven necesidade de facer unha viaxe aos portos da Patagonia, cruzando duas veces o ar do Brasil sin escala en São Paulo, o que moito sentín. Agora xa teño o material completo e logo pode ser entregue o orixinal a imprenta.
Eu pensara facer o mesmo que indica na carta. Agora, co-a assinatura recibida moito mellor. Envíolle copia do prefacio por unha dúbida que a lectura me suxire. No segundo parágrafo di: «dêsse Vigo onde teve a sua córte Dom Denis». Eiquí non conocemos este feito. Temo que os eruditos non concorden. Deixo ao seu xuízo manter ou trocar a forma de tan bela cita.
En canto ao tratamento acho desnecessario facer a mudanza proposta, xa que «você» ten na terra de orixe da carta o tono que convén aos sentimentos que expresa, aínda que antre nos, eiquí, pudera ser algo distinto.
Supoño que andará por algunhas libreirías paulistas un libro meu –La anunciación de Valle-Inclán- publicado recentemente en Buenos Aires pol-a Editorial Losada. Non dispoño aínda de exemprares pra lle mandar, si ben agardo que se reciban eiquí en poucos días máis.
Pídolle perdón por tanta maçada que lle veño causando e c-os [ilexible]




[V. Paz Andrade]

1968-01-23
Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1968
São Paulo
Orixinal Transcrición

Transcripción da Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1968 en 23/01/1968

S/P, 23/I/1968


Valentin amigo:

Duas palavras às pressas para dizer que achei melhor fazer a cópia, eu mesmo, com algumas corrigendas, do texto-prefácio. Suprimi a referência duvidosa à Côrte de D. Denis em Vigo (eu aprendi assim e creio que certo, mas não posso provar. E, pois, «in dubio pro reo»...).
O tratamento de «você», para nós, não corresponde ao «ustede» castelhano, que é cerimonioso; é antes parecido com o «tu» (intimidade). Acho, pois, que você deve conserva-lo.
Não, não apareceu por aqui, nas livrarias, o seu La Anunciación de Valle-Inclán. Espero-o gulosamente...
Então, você sobrevoou São Paulo sem pousar um minuto? Nem em pensamento?... Não creio.
Minha cordialíssima «aperta» e toda a imensa saudade do amigo dileto.

«ex todo corde»


Guilherme

1978-08-22
Carta de Carballo Calero a Paz Andrade. 1978
Santiago de Compostela
Orixinal Transcrición

Transcripción da Carta de Carballo Calero a Paz Andrade. 1978 en 22/08/1978

Santiago, 22 agosto 1978


Querido Valentín:

Moitas gracias, moitas noraboas e moitas apertas por ....de enviar o teu fermoso libro ao vello amigo

1979-07-07
Carta de Carballo Calero a Paz Andrade. 1977
Santiago de Compostela
Orixinal Transcrición

Transcripción da Carta de Carballo Calero a Paz Andrade. 1977 en 07/07/1979

Santiago, 7-Xullo-1979


Moitas gracias, cordial felicitación e fraternas apertas co mellor ............ do teu novo libro, manda-che o teu amigo de sempre

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