Álvaro Cunqueiro (1911-1981) / Fondo: Valentín Paz-Andrade no seu arquivo persoal / PROXECTO EPÍSTOLAS / FONDOS DOCUMENTAIS / CONSELLO DA CULTURA GALEGA

Fondo: Valentín Paz-Andrade no seu arquivo persoal

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Álvaro Cunqueiro (1911-1981)
Fondo: Valentín Paz-Andrade no seu arquivo persoal

Novelista, poeta, dramaturgo, xornalista e gastrónomo en galego como en castelán. En 1991 dedicóuselle o Día das Letras Galegas.
Temos 4 epístola/s relacionada/s con Álvaro Cunqueiro (1911-1981) en Fondo: Valentín Paz-Andrade no seu arquivo persoal
Data Título Orixe-Destino Relación [ O. ]
Data Título Orixe-Destino Relación [ O. ]
1966-03-14
Carta de Bal Gay a Paz Andrade. 1966
Madrid - Vigo
Mencionado/a Orixinal - Transcrición

Transcripción da Carta de Bal Gay a Paz Andrade. 1966 en 14/03/1966

Madrid, 14 de marzo de 1966


Muy querido Valentín:

Una hija de Francisco Alfonso Burón –gran amigo y compañero mío en la Residencia de Estudiantes– se casó hace poco con el ingeniero industrial José Luís de Lara, que trabaja en ésa en una compañía holandesa, creo que pesquera. Se trata de una pareja encantadora que os gustaría conocer, y a ellos les vendrá muy bien conoceros a vosotros, pues, como nuevos en Vigo, no creo que tengan ahí muchas amistades. Por eso hoy les escribo para que se pongan en contacto con vosotros. Para nosotros será una gran satisfacción que hagáis amistad los cuatro, como esperamos fundadamente, dada la cordialidad que os caracteriza a unos y otros.
Ni Rosita ni yo olvidamos las horas gratísimas que hemos pasado con vosotros el último verano. ¿Cuándo os veremos? ¿Es que no venís nunca por aquí y tendremos que aguardar al verano próximo para echar una parrafada? Si venís, telefoneadnos en seguida. Nuestro número es el 259-21-06, pero no está a nuestro nombre en la Guía y por eso te lo doy aquí.
No tengo hasta ahora ninguna noticia de Cunqueiro, que cuando lo encontré yendo contigo me habló de una posible colaboración mía para el Faro. Si lo ves, dile que estoy esperando sus noticias.
Rosita os envía a los dos abrazos muy cariñosos, a los que habréis de sumar los de vuestro sincero amigo

Jesús Bal


Rosita me encarge que envíe también muchos besos para los dos perritos.


1978-03-06
Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1978
Rio de Janeiro -
Mencionado/a Orixinal - Transcrición

Transcripción da Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1978 en 06/03/1978

Rio de Janeiro, 6 de março de 1978



Caríssimo Amigo,

Ausente do Rio durante dois meses, passei o verão em nossa casinha de Nova Friburgo, para onde me levaram a sua amável carta de 7 de fevereiro. Não lhe respondi logo porque desejava remeter-lhe o recibo da encomenda em que lhe enviara o exemplar de Estas Estórias, e este encontrava-se no Rio. Aqui vai uma cópia xerox para permitir-lhe uma reclamação eventual junto ao correio.
Não me admira, aliás, que em princípio de fevereiro esse livro ainda não lhe tenha chegado as mãos. Pois um pacote de livros que eu mesmo expedi em Madri em 20 de novembro só me chegou aqui em fins de fevereiro, isto é, mais de três meses depois. A «meia greve dos carteiros» deve ter contribuído para isso.
Antes da sua carta de 7 de fevereiro tinha recebido a sua gentilíssima resposta à minha carta de 2 de dezembro, e na qual me agradecia pelo prefácio ao seu discurso de posse. Na verdade, sou eu que lhe devo agradecimentos pela ocasião que me forneceu de pagar a dívida de gratidão de todos os amigos brasileiros de Guimarães Rosa ao seu exegeta galego.
Neste interim, deve ter-se realizado a sua posse na Academia Galega: espero que tenha tido todo o êxito merecido. Gostaria muito de ler, oportunamente, o discurso de recepção de Alvaro Cunqueiro, lido pelo Dr. Fernández del Riego.
Como vão de saúde o Senhor e D. Pilar? O inverno da Galiza foi rigoroso? A nossa canícula aqui foi muito dura; depois de dois meses frescos na montanha ainda não consegui habituar-me de novo ao calor abafado e pegajoso do Rio.
Penso muito nos Senhores e na temporada esplêndida que passei em Vigo. Pareceria um sonho se não tivesse comigo a preciosa documentação impressa que de lá trouxe graças à sua gentileza e à do Dr. Riego (a quem mando as lembranças mais cordiais). Folheando-a procuro conhecer melhor uma terra que me conquistou para sempre.
Queiram aceitar minhas saudações afetuosas.




Paulo Rónai

1978-08-13
Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1978
Rio de Janeiro -
Mencionado/a Orixinal - Transcrición

Transcripción da Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1978 en 13/08/1978

Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1978


Caro Amigo Valentín Paz-Andrade,

Acabo de receber o exemplar de A Galecidade na Obra de Guimarães Rosa, com a sua generosa dedicatória. Embora conhecesse o trabalho, foi uma nova emoção revê-lo em letra de forma. E é para mim motivo de profunda alegria ter o meu nome ligado a esse marco de Guimarães Rosa em terras galegas. Dou-lhe parabéns simultâneos pela posse na Academia e pela publicação do livro.
Li com interesse e satisfação o belo discurso de recepção do Dr. Alvaro Cunqueiro, que me revelou mais alguns aspectos da sua inesgotável atividade.
Guardarei o volume com afeto, como a lembrança mais valiosa da minha passagem pela Galiza.
Imagino que o Amigo quererá divulgar o trabalho no Brasil. Sugiro-lhe que, juntamente com o exemplar dedicado pessoalmente a José Olympio, remeta certo número de exemplares, no mínimo uma dúzia, a Livraria José Olympio, às mãos de Daniel Pereira, que os distribuirá a pesquisadores, estudiosos e bibliotecas. Por outro lado, queira remeter, para meu endereço, exemplares dedicados a nossos amigos comuns, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira e Carlos Drummond de Andrade, que entregarei com muito prazer.
Continuo pensando muito no Amigo, em D. Pilar e nos dias inesquecíveis passados em sua companhia –especialmente nessas últimas semanas, ao ler o grande romance da Pardo Bazán, Los pazos de Ulloa. Descobri com certa surpresa muitas analogias, entre a Galiza do fim do século XIX e a Hungria da mesma época.
Quando tiver um instante, dê-me notícias. A política tem-lhe deixado tempo para a advocacia? A advocacia para a literatura? e as três para viver, viajar, descansar?
Eu tenho tentado misturar trabalho e descanso, mas, para dizer a verdade, tenho trabalhado mais que descansado. No momento estou acabando o meu dicionário português-francés e, ao mesmo tempo, estou empenhado na compilação de uma Seleta de Aurélio Buarque de Holanda, semelhante à de Guimarães Rosa. Ultimamente dei conferências em cidades do Estado de São Paulo. Enquanto isto, estamos construindo uma biblioteca em anexo a nossa casinha de Nova Friburgo, para onde nos pretendemos retirar definitivamente em 1979 e onde espero poder recebê-lo em sua próxima volta ao Brasil.
Reiterando os meus agradecimentos, subscrevo-me com o carinho de sempre seu cada vez mais admirador e amigo


Paulo Rónai.

1983-06-10
Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1983
Rio de Janeiro -
Mencionado/a Orixinal - Transcrición

Transcripción da Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1983 en 10/06/1983

Sítio Pois é, 10 de junho de 1983


Caro Valentín,

Duas palavras apenas para dizer-lhe que recebi a sua amável carta de 17 de maio. Já tinha entregado a Difel a minha tradução no dia 16; graças à sua explicação pude completar o parágrafo duvidoso do discurso de Álvaro Cunqueiro e remetê-lo à editora alguns dias depois. Agradeço o auxilio de seu filho Alfonso.
Pedi a Difel que me mandassem, para revisão, as provas paginadas. Nessa ocasião entregarei o índice do livro assim como o texto das orelhas. Quanto às fotografias, você deve ter-se entendido com o Sr. Fernando Baptista da Costa.
Aguardo o seu artigo sobre os oitenta anos de Drummond. Procurarei Eduardo Portela para que o reproduza em sua revista.
De resto nada novo. Minha vida sossegada em Friburgo não tem acontecimentos afora o trabalho. De momento, estou empenhado em terminar o dicionário de citações em que trabalho há vários anos.
Aceite um abraço cordial e meus respeitos a Pilar. Nora manda-lhes lembranças afetuosas.



Paulo