Colección: Valentín Paz-Andrade e Guilherme de Almeida

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Temos 3 epístola/s relacionada/s con edición en Colección: Valentín Paz-Andrade e Guilherme de Almeida
Data Título Orixe-Destino Tipo [ O. ]
Data Título Orixe-Destino Tipo [ O. ]
1967-12-28
Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1967
São Paulo -
epístola Orixinal - Transcrición

Transcripción da Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1967 en 28/12/1967

São Paulo, 28 de Dezembro de 1967


Valentin, caríssimo:

Estou aturdido! Imagine que somente hoje me vem às mãos a sua carta de 28 de outubro! Importantíssima para ambos nós pelas providências de urgência que ela me pedia e que de mim dependiam, referentes ao seu esperadíssimo livro. Imagine, amigo querido, que o empregadinho do meu escritório, ao recebê-la, na minha ausência, colocou-a dentro de um livro que ocasionalmente a acompanhava: livro esse que sô hoje abri. Estou envergonhadíssimo e no entanto sem culpa...
Vejamos, entanto, o que podemos fazer. Desisto da idéia de reprodução em foto-cópia daquela minha missiva. Isso, principalmente porque não tenho cópia desse original, que bati diretamente da minha Remington, sem papel carbono. A única maneira de remediarmos o caso é o seguinte: composição tipográfica da qual você me mandará, com urgência provas para minha revisão, que farei no mesmo dia da recepção, devolvendo-as devidamente revistas e alterado o tratamento de «você» para «tu», se achar você necessário. Junto a esta, em papeleta à parte, a minha assinatura usual e oficial, com data: em tinta negra (Nankim) para cliché que fechará a página co meu modestíssimo prefácio. Concorda? Em caso afirmativo...
... receba, no meu abraço de fim-de-ano, os votos melhores para 1968, e mande-me para a minha falta sem «mea culpa» a sua absolvição amiga.
Seu, «ex toto corde»



Guilherme


N.B.: Remeta-me a sua resposta, não para o meu escritório, mas para a minha casa: Rua Macapá, 187 - São Paulo, ZP 5.

1968-01-07
Carta de Paz Andrade a Guilherme Almeida. 1968
- São Paulo
epístola Orixinal - Transcrición

Transcripción da Carta de Paz Andrade a Guilherme Almeida. 1968 en 07/01/1968

7/1/1968


Sr.D. Guilherme de Almeida
Príncipe dos Poetas
Rua Macapá, 187
São Paulo, ZP 5



Querido Guilherme:

Non hai culpa de ninguén. A todos nós cousas semellantes están a pasar as veces. Ademáis, o libro non retrasou a sahida pol-a traição d-outro libro. Onde mellor podía esta acochada a carta na ausencia do destinatario? Eu atribuía a traição ao correio...
Do 4 ao 20 de decembre tamén eu estuven ausente. Tuven necesidade de facer unha viaxe aos portos da Patagonia, cruzando duas veces o ar do Brasil sin escala en São Paulo, o que moito sentín. Agora xa teño o material completo e logo pode ser entregue o orixinal a imprenta.
Eu pensara facer o mesmo que indica na carta. Agora, co-a assinatura recibida moito mellor. Envíolle copia do prefacio por unha dúbida que a lectura me suxire. No segundo parágrafo di: «dêsse Vigo onde teve a sua córte Dom Denis». Eiquí non conocemos este feito. Temo que os eruditos non concorden. Deixo ao seu xuízo manter ou trocar a forma de tan bela cita.
En canto ao tratamento acho desnecessario facer a mudanza proposta, xa que «você» ten na terra de orixe da carta o tono que convén aos sentimentos que expresa, aínda que antre nos, eiquí, pudera ser algo distinto.
Supoño que andará por algunhas libreirías paulistas un libro meu –La anunciación de Valle-Inclán- publicado recentemente en Buenos Aires pol-a Editorial Losada. Non dispoño aínda de exemprares pra lle mandar, si ben agardo que se reciban eiquí en poucos días máis.
Pídolle perdón por tanta maçada que lle veño causando e c-os [ilexible]




[V. Paz Andrade]

1968-01-23
Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1968
São Paulo -
epístola Orixinal - Transcrición

Transcripción da Carta de Guilherme Almeida a Paz Andrade. 1968 en 23/01/1968

S/P, 23/I/1968


Valentin amigo:

Duas palavras às pressas para dizer que achei melhor fazer a cópia, eu mesmo, com algumas corrigendas, do texto-prefácio. Suprimi a referência duvidosa à Côrte de D. Denis em Vigo (eu aprendi assim e creio que certo, mas não posso provar. E, pois, «in dubio pro reo»...).
O tratamento de «você», para nós, não corresponde ao «ustede» castelhano, que é cerimonioso; é antes parecido com o «tu» (intimidade). Acho, pois, que você deve conserva-lo.
Não, não apareceu por aqui, nas livrarias, o seu La Anunciación de Valle-Inclán. Espero-o gulosamente...
Então, você sobrevoou São Paulo sem pousar um minuto? Nem em pensamento?... Não creio.
Minha cordialíssima «aperta» e toda a imensa saudade do amigo dileto.

«ex todo corde»


Guilherme