| 1961-12-25 |
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Ver [Tarxeta postal:]
Transcripción da Carta de Delgado Gurriarán a Paz Andrade. 1961 en 25/12/1961
Guadalaxara. Jal. 25 Nadal 1961
Sr. Don Valentín Paz-Andrade
Compostela 6
Vigo
Benquerido amigo:
O teu libro Galicia como tarea impresionoume moito e arestora é un dos meus libros de cabeceira; tamén gardo un artigo teu encol do galego que escribiche dispois dunha viaxe ao Brasil e que suscribo enteiramente.
Que teñades un benturoso e arrequeceleiro ano de 1962.
Moitas apertas
Florencio Delgado Gurriarán
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| 1974-12-08 |
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Ver [Carta mecanografada con firma autógrafa:]
Transcripción da Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1974 en 08/12/1974
Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 1974
Caro Amigo Valentín Paz-Andrade,
Acabo de receber a sua gentil e valiosa remessa.
Ao percorrer maravilhado os poemas de Sementeira do vento, tive a revelação visual de um poeta autêntico e de uma nova língua, que me deu o desejo de um dia ouvir os seus versos ditos pela sua voz.
Obrigado também pelo seu estudo La Anunciación de Valle-Inclán e pelo exemplar de Tirano Banderas, que serão leituras minhas nas próximas férias de verão.
Queira aceitar, com minhas melhores lembranças, meus votos cordiais de feliz Natal e Ano Bom, extensivos aos que lhe são caros.
Paulo Rónai
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| 1979-01-10 |
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Ver [Tarxeta postal manuscrita co membrete:]
Transcripción da Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1979 en 10/01/1979
Sítio Pois é, 10.I.1979
Caros Amigos D. Maria Pilar e Dr. Valentin,
Muito obrigado pelo lindo cartão de Natal e pelos votos de feliz Ano Novo, que retribuímos de todo o coração. Ficaríamos felizes se os pudéssemos acolher aqui no decorrer deste 1979.
Gostei demais de saber que o seu livro sobre Guimarães Rosa está tendo na Espanha a devida repercussão.
Lemos notícias sobre o rigor do inverno na Galiza. Esperemos que o tempo já se tenha abrandado.
O Dr. Austregésilo Athayde foi reeleito presidente da Academia Brasileira de Letras. Ele continua no cargo firme que nem o Pão de Açúcar. O arranha-céu da Academia ficou pronto e será inaugurado proximamente. O último acadêmico que morreu foi Hermes Lima: o seu lugar está sendo disputado entre a escritora Dinah Silveira de Queiroz e o jurista Pontes de Miranda.
A Editora José Olympio está-se recuperando da crise. Estou na serra desde 12 de dezembro, em parte veraneado, em parte trabalhando no meu Dicionário Português-Francés (o Francés-Português está em impressão).
Aceitem meus abraços cordiais e os de Nora.
Paulo
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| 1980-01-01 |
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Ver [Tarxeta postal manuscrita co membrete:]
Transcripción da Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1980 en 01/01/1980
Sítio Pois é, 1º de janeiro de 1980
Caros Amigos Valentin Paz Andrade e D. Pilar,
Recebi e agradeço sinceramente seu belo cartão com votos de feliz Natal e Ano Bom. Nora e eu também lhes desejamos um 1981 cheio de saúde, paz e serenidade. Ficaríamos felizes de poder recebê-los neste sítio durante o Ano Novo.
Estou acabando o convite de José Olympio, um livro intitulado Rosiana, espécie de refraneiro-ideário do saudoso amigo João Guimarães Rosa. O Senhor será o primeiro a receber um exemplar.
Saudações carinhosas de
Paulo Rónai
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| 1981-12-01 |
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Ver [Carta manuscrita:]
Transcripción da Carta de Delgado Gurriarán a Paz Andrade. 1981 en 01/12/1981
Madrid, 1 Nadal 1981
Benquerido amigo Valentín:
En Madrid, derradeira etapa desta nosa viaxe que tanto arrequentou as nosas máis gratas vivencias, quero darche as gracias pola tan grande pola tan grande parte que ti tiveche nilas e, de parte da miña muller e da miña desexar-vos a ti e aos teus boandanza e saúde para o ano 1982 e para sempre.
Cordiais apertas da miña dona e miñas para Celdita e para ti.
Florencio Celia
De Sargadelos enviaron-che copia dos meus poemas de O soño do Guieiro, de sátira e loita, e a petición dunhas cuartelas de prólogo. Uno-me a esta e rógoche a túa opinión encol da calidade e oportunidade dos mesmos e da súa publicación. Decidinme a da-los á lus, a pesar de que cicáis conviñera o esquecer as cousas da guerra, o feito de que os da España moura seguen lembrando-a e arelando a volta da tiranía.
Novamente unha aperta
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| 1982-02-03 |
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Ver [Carta mecanografada con firma autógrafa:]
Transcripción da Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1982 en 03/02/1982
Sítio Pois é, 3 de fevereiro de 1982
Querido Amigo,
Tenho em mão o nº 73 de Grial, com a sua generosa resenha de Não perca o seu Latim, pela qual lhe sou sinceramente grato. No mesmo número li também o seu excelente artigo sobre o último livro de Drummond. Já mandou um exemplar ao poeta? Ele haveria de ficar muito satisfeito com a sua manifestação.
Espero que o Senhor e D. Pilar tenham começado bem o ano de 1982; como sempre, faço votos, para que este ano os traga de volta ao Brasil.
O nosso ano de 1981 finou de maneira muito feliz e pitoresca: nossa filha Laura, que viera de Nova Iorque passar as férias conosco, casou-se aqui no sítio em 3 de dezembro com o jovem pintor porto-alegrense André Porto. Entre dois meses de chuvas foi esse o único dia de sol, para alegria dos convidados: a cerimônia pôde ser realizada na varanda da nossa casa. O jovem casal já voltou aos EE.UU. para continuar os estudos (Laura em nível de pós-graduação).
Essa é a nossa maior novidade. De resto vamos indo dentro da nossa rotina sossegada.
Aceite um abraço cordial, com meus respeitos para D. Pilar.
[Engadido a man:] Cordialmente seu
Paulo Rónai
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| 1986-01-26 |
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Ver [Carta mecanografada con firma autógrafa:]
Transcripción da Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1986 en 26/01/1986
Sítio Pois é, 26 de janeiro de 1986
Querido amigo Valentin,
Recebemos e agradecemos seus amáveis votos de feliz 1986 chegados no verso de um belo retrato de Castelao, que hei guardar com muito carinho.
Neste interim deve ter recebido a minha carta de 14 de dezembro. Desde então, não houve maiores novidades. Estamos tendo um verão muito chuvoso. No Rio a canícula atinge 44 graus na sombra; felizmente nestas montanhas o tempo está sempre fresco e agradável. Para a noite de Natal conseguimos reunir aqui a família toda –11 pessoas- o que tornou a data particularmente memorável.
Outro dia recebi pelo correio o livro Perfiles simbólico-morales de la cultura gallega, de Carmelo Lisón Tolosana (Akal, Madrid, 1975), mandado por remetente desconhecido. E poucos dias depois chegou-me a carta de que lhe envio em anexo uma cópia, por saber que há de interessá-lo. É de um leitor seu que, filho de galega, guarda o amor da terra dos antepassados. Uma manifestação espontânea como esta representa uma recompensa adicional do me esforço na tradução de A galeguidade na obra de Guimarães Rosa.
Tenho certeza de que saberá apreciar a gentileza do remetente e por isso ouse pedir-lhe que mande ao nosso amigo Melchior Janhel um exemplar de Galiza lavra a sua imagem, valorizado pela sua dedicatória.
Com meus agradecimentos antecipados, aceite um abraço cordial com cumprimentos para a querida Pilar, de seu fiel
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Paulo
PS. Nora manda lembranças afetuosas.
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