| 1973-06-05 |
|
Ver [Carta mecanografada co membrete:]
Transcripción da Carta de Díaz Pardo a Paz Andrade. 1973 en 05/06/1973
Sargadelos, 5 de junio de 1973
Sr. Don Valentín Paz Andrade
Vigo
Querido Valentín:
Moitas gracias pola túa do 21 de maio derradeiro.
Meu tío Indalecio facía un lote de anos que morrera, algo así coma 15. Iste era profesor de modelado na Escola de Artes e Oficios da Coruña. O que morreu agora era Ramiro; fora viaxante de comercio e siluetista denantes da guerra. Tiña feito varias mostras de siluetas por toda Galicia. Nos derradeiros tempos tiña un hospital de muñecas, así lle chamaba á súa tenda de reparacións de monecas.
Moitas gracias tamén polas novas que me das sobor Moret. Lástima non sabelo denantes de facer a semblanza. Paseille túa nota ós netos pra o seu archivo.
Alédame que te sintas empurrado o prólogo ise do marisco. É unha pena que unha cousa, coido, tan importante fique inédita. E o certo é que ninguén máis que ti pode abrirlle a porta para darlle ó espaldarazo editorial. Farei uso da miña teimosía.
En calquer intre baixaremos a Vigo e coñeceremos a ise gromo da vosa sangue. Que veñan moitos.
Un garimoso saúdo a Pilar, a Alfonso e a súa dona. Unha aperta tensa a ti coa saudade mortal dun presidiario en Sargadelos.
[Isaac]
|
| 1978-02-18 |
|
Ver [Carta mecanografada con firma autógrafa e co membrete:]
Transcripción da Carta de Paz Andrade a Díaz Pardo. 1978 en 18/02/1978
Vigo, 18 de febreiro de 1978
Sr. D. Isaac Díaz Pardo
Cerámica de Sargadelos S.L.
Cervo – Lugo
Querido Isaac:
Recibín a copia da nova denuncia. Sinto moito que non me dixeras algo do teu propósito, denantes de o levar a termo. Sospeito que o Xuzgado ao cal sexa turnada non-a admitirá a trámite. Precisaríase unha configuración penal dos feitos moito mais concreta, apoiada en probas –de primeiras documentales-, para que o órgao xudicial dera curso ao procedimento. Ademáis, nos asuntos d-este corte, é práctica constante que os Xuzgados do Penal se inhiban, pretextando a natureza civil dos feitos.
De calquera maneira, querido Isaac, meu consello é que en calquera acción de natureza xudicial, non deixes de te valer da técnica na materia. Os vieiros procesaes son ríxidos por natureza, e a actividade a mexer n-eles é moi estricta. Ben quixera que calquera día tiveramos unhas horas, pra afondar no asunto. Non esquezas tampouco que en moitos casos, o que ten na man a chave do raios –situación na que ti te atopas ao meu ollar -, gaña somente con lle ceibar fío á cometa, até esgotar as municións do contrario.
Ando a rematar notas e axustes derradeiros de A Galecidade na obra de Guimarães Rosa e tamén algunha ilustración. Coido que será tarefa de duas ou tres semanas.
Perdóame si o contido d-esta carta non resulta mais alentador, para a loita que tes aberta. Non podo botar fora de min ao home de dereito.
Lembranzas quentes de Pilar e miñas pra Mimina, e apéndices xeneracionales, coa mais arrochada aperta do teu sempre irmao,
Valentín
|
| 1983-02-16 |
|
Ver [Carta mecanografada con firma autógrafa:]
Transcripción da Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1983 en 16/02/1983
Sítio Pois é, 16 de fevereiro de 1983
QueridoValentín,
Reinstalado afinal em minha casa de Nova Friburgo, apresso-me em dar-lhe notícias e mandar agradecimentos.
Primeiro os agradecimentos: pela sua carta amiga de 25 de novembro (que me alcançou em França), pela cópia da 4ª folha de respostas às dúvidas e pelo exemplar de Nuevo Índice, com o seu magnífico artigo sobre Mar de Histórias, o mais generoso e completo de quantos já foram consagrados à nossa trabalhosa antologia.
Deve ter recebido o cartão que Nora e eu lhes mandamos da Hungria, onde passamos 45 dias, período intenso, cheio de experiências e emoções. Convidados do governo nos dez primeiros dias, no restante do tempo vivemos num apartamento alugado e participamos de perto na vida diária de um país socialista. Visitamos certamente uma centena de pessoas, o que significa mergulhar na existência e nos problemas de outras tantas famílias. Era ilusão minha que durante a minha estada na Hungria conseguiria trabalhar: em todo aquele tempo não tivemos uma hora livre e saímos de lá sem ter realizado a metade sequer de nosso programa.
Antes de tomarmos o avião de volta em Madrid, fizemos uma visita à loja da Fábrica de Sargadelos, deixando uma lembrancinha à nossa querida amiga e anjo tutelar D. Pilar e ao gentil casal Isaac-Mimina, que tão cortesmente nos tinha acolhido. Foi uma boa ocasião para evocar as horas inesquecíveis de nosso passeio pela Galiza.
Depois, eu voltei ao Rio e Nora foi a Nova Iorque, onde está passando uma temporada com a filha. Encontrei no Rio uma canícula das piores e logo que pude refugiei-me nestas serras. Depois de passar alguns dias a tomar conhecimento da correspondência chegada em minha ausência, já retomei a rotina, quer dizer: recomecei a tradução da Galeguidade de Guimarães Rosa, em que estou trabalhando a um ritmo regular, esperando que nada me venha interromper até acabar.
Na expectativa de que estas linhas os encontrem em perfeita saúde a você e a Pilar e que seu Filho se encontre completamente recuperado, mando-lhes, em nome também de Nora, nossas lembranças mais gratas e nossos votos sinceros de feliz Ano Novo pelo que resta de 1983.
Afetuosamente seu
Paulo
ÚLTIMAS DÚVIDAS
p. 47 os seus xuicios cirandan a obra concursante
p. 54 baixo pseudônimo de não dava nas ventas
p. 100 De boas a primeiras, descobrimos
p. 101 se galego e português foram de aquela idiomas distintos
p. 112 que tre seu orixe do francés chalense. (Não conheço essa palavra frnacesa; será assim mesmo?)
p. 114 de semellante enleo non sairia com cara
p. 147 un treillis lâche de bambous referides (Não conheço essa palavra francesa; sera assim mesmo?)
p. 196 os seus desembruxos e combinados
p. 196 retorização sobreira
p. 209 que é a FAO?
P. 209 ... que servidor, ao fin e ao cabo un escritor de imaxinación, olla como agora mesmo Cornide de Saavedra o ten nas mans, suxeto de lenta e preocupada leitura, sentado a carón d-unha fiestra que deixa ver o porto coruñés cos pesqueiros que aparellan para a costeira do bonito...
(Não entendo bem esta frase, nem a sua ligação com a anterior)
|
| 1983-04-02 |
|
Ver [Carta mecanografada con firma autógrafa:]
Transcripción da Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1983 en 02/04/1983
Sítio Pois é, 2 de abril de 1983
Meu Caro Amigo,
Estou aguardando notícias suas e de D. Pilar em resposta à minha carta de 16 de fevereiro, em que lhe anunciei a minha volta a Friburgo. Deste então Nora, que tinha ido passar um mês com a filha nos Estados Unidos, voltou também e nós recomeçamos a vida de sempre.
Escrevi-lhe que estava trabalhando na tradução do seu livro. Acabei-a ontem; falta agora datilografa-la. Por isso não a pude entregar à Difel em 1º de abril, data marcada no contrato; mas já avisei o Sr. Fernando Baptista da Silva de que teria a tradução pronta em mão em 15 de maio.
Numa segunda leitura encontrei ainda alguns pontos duvidosos, que relaciona na folha anexa; por favor, esclareça-os quanto antes.
Neste interim remeti-lhe o vol. VI de Mar de Histórias; espero que o receba em ordem.
Aceite minhas saudações afetuosas e minhas recomendações para D. Pilar.
Paulo
Nora manda lembranças.
|
| 1984-06-13 |
|
Ver [Tarxeta postal manuscrita co membrete:]
Transcripción da Carta de Paulo Ronai a Paz Andrade. 1984 en 13/06/1984
Nova Friburgo, 13.06.1984
Caro Valentín,
Muito obrigado pelo belo cartão de Lisboa, prova bem-vinda de que está com boa saúde e em plena atividade e não esquece os amigos longínquos, mas fiéis.
Nós aqui vamos indo, cada vez mais adaptados à vida provinciana; mas não deixo de estudar e de trabalhar. Terminei há pouco a revisão das 1as provas do Dicionário de Citações, de que lhe espero mandar um exemplar até o fim do ano.
Nora e eu lhes mandamos, a você e a Pilar, nossas lembranças afetuosas
Paulo
|
| 1986-06-08 |
|
Ver [Carta mecanografada con firma autógrafa e co membrete:]
Transcripción da Carta de Díaz Pardo a Paz Andrade. 1986 en 08/06/1986
Sargadelos, 8 de xuño de 1986
Sr. D. Valentín Paz Andrade
Vigo
Benquerido Valentín:
Seguín a túa doenza e vexo que vas pra adiante e non te arredas. Me felicito. Velahí vai o índice e o limiar do libro que lle imos facer a Núñez Búa, bótalle un ollo e indícame o que che pete. Sería ben que o libro levase unhas líneas túas, ben encabezándoo ou ben a modo de epílogo. Ti verás. Non quero ser teimoso nisto pois son consciente de que non se che pode agonear masis do que todos, todos, agoneámoste.
Ímonos ver axiña durante este mes en dúas ocasiós. Unha delas o 29 pra te festexar en Trasalba.
O libro de Núñez Búa non baixará de 350 páxinas en letra miuda. Nada máis. Adiante.
Apertas tensas a ti, a Pilar, a todos.
Isaac
|